O
protótipo da colhedeira de mandioca que
está em testes em propriedades rurais do
Noroeste do Paraná, agora na cidade de
Nova Londrina, passou por 16 modificações
/ adaptações, visando ganhar melhor
desempenho na colheita da raiz.
O técnico agrícola Sílvio
Gonçalo, que está acompanhando os
testes da máquina, considera que o mecanismo
ganhou maior dinâmica e eficiência,
a partir das modificações solicitadas
por ele, com base nos resultados do rendimento
dos primeiros testes.
Depois dos acertos a máquina chegou a
colher 73 toneladas de mandioca num dia de trabalho
(oito horas), utilizando, para isso, 14 operários,
que trabalham na despenicação (retirada
da cepa da raiz), e no recolhimento dos bags (sacos
de 500 quilos que ficam na parte traseira da máquina,
para o transporte da raiz).
Numa colheita convencional (colheita manual)
são utilizados de 30 a 35 homens para se
atingir este volume. O ideal, no entanto, segundo
Gonçalo, é que a máquina
consiga colher, no mínimo, 80 toneladas
de raiz/dia.
Na avaliação do técnico
a máquina ainda precisa de algumas mudanças,
entre elas ele destaca a substituição
das correntes e engrenagens das esteiras primária
e de elevação (esteiras que conduzem
as raízes até a bancada onde os
operários fazem a despenicação).
A máquina deverá ter, também,
dois acessórios, analisa Gonçalo:
uma esteira mais larga, para uso em dias em que
chove muito, para evitar que a terra suba na esteira,
junto com as raízes; e, um rolo menor para
ajudar a trincar a terra nos períodos de
seca, quando o solo fica muito endurecido.
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Para o técnico é inquestionável
o fato de que a máquina é economicamente
viável. Porém, ele indica que benefício
maior terá quem possui áreas maiores
de plantio. “Tecnicamente, a colhedeira
é melhor que a colheita manual. Com ela
há menor perda de raiz no solo na hora
de colher a mandioca. Repassamos a máquina
em áreas que foram colhidas manualmente
e conseguimos retirar mais raízes desses
locais, que ficaram no subsolo na hora da colheita
manual”, salienta ele.
A colhedeira de mandioca nasceu da adaptação
de uma colhedeira de batatas, produzida por uma
empresa paranaense, que trabalhou no projeto durante
dois meses. Os primeiros testes com a máquina
aconteceram no começo do mês de novembro
do ano passado. O custo de produção
do protótipo, de R$ 158 mil, está
sendo rateado entre 24 indústrias de amido
de mandioca.
O projeto ainda está aberto a indústrias
que queiram aderir ao empreendimento. Os interessados
podem fazer contato através do telefone
(44) 422.8217, com Mariana Tavares, do Sindicato
das Indústrias de Mandioca do Estado do
Paraná. A última empresa a aderir
foi a Coagro - Comércio de Produtos Agroindustriais
e Florestais Ltda., de Montes Claros/MG.
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