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ANO II - Nº9 - Janeiro - Março/2005


Colhedeira de mandioca passa por ajustes

O protótipo da colhedeira de mandioca que está em testes em propriedades rurais do Noroeste do Paraná, agora na cidade de Nova Londrina, passou por 16 modificações / adaptações, visando ganhar melhor desempenho na colheita da raiz.

O técnico agrícola Sílvio Gonçalo, que está acompanhando os testes da máquina, considera que o mecanismo ganhou maior dinâmica e eficiência, a partir das modificações solicitadas por ele, com base nos resultados do rendimento dos primeiros testes.

Depois dos acertos a máquina chegou a colher 73 toneladas de mandioca num dia de trabalho (oito horas), utilizando, para isso, 14 operários, que trabalham na despenicação (retirada da cepa da raiz), e no recolhimento dos bags (sacos de 500 quilos que ficam na parte traseira da máquina, para o transporte da raiz).

Numa colheita convencional (colheita manual) são utilizados de 30 a 35 homens para se atingir este volume. O ideal, no entanto, segundo Gonçalo, é que a máquina consiga colher, no mínimo, 80 toneladas de raiz/dia.

Na avaliação do técnico a máquina ainda precisa de algumas mudanças, entre elas ele destaca a substituição das correntes e engrenagens das esteiras primária e de elevação (esteiras que conduzem as raízes até a bancada onde os operários fazem a despenicação).

A máquina deverá ter, também, dois acessórios, analisa Gonçalo: uma esteira mais larga, para uso em dias em que chove muito, para evitar que a terra suba na esteira, junto com as raízes; e, um rolo menor para ajudar a trincar a terra nos períodos de seca, quando o solo fica muito endurecido.

 

Para o técnico é inquestionável o fato de que a máquina é economicamente viável. Porém, ele indica que benefício maior terá quem possui áreas maiores de plantio. “Tecnicamente, a colhedeira é melhor que a colheita manual. Com ela há menor perda de raiz no solo na hora de colher a mandioca. Repassamos a máquina em áreas que foram colhidas manualmente e conseguimos retirar mais raízes desses locais, que ficaram no subsolo na hora da colheita manual”, salienta ele.

A colhedeira de mandioca nasceu da adaptação de uma colhedeira de batatas, produzida por uma empresa paranaense, que trabalhou no projeto durante dois meses. Os primeiros testes com a máquina aconteceram no começo do mês de novembro do ano passado. O custo de produção do protótipo, de R$ 158 mil, está sendo rateado entre 24 indústrias de amido de mandioca.

O projeto ainda está aberto a indústrias que queiram aderir ao empreendimento. Os interessados podem fazer contato através do telefone (44) 422.8217, com Mariana Tavares, do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Estado do Paraná. A última empresa a aderir foi a Coagro - Comércio de Produtos Agroindustriais e Florestais Ltda., de Montes Claros/MG.

   
 
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