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PERSPECTIVAS PARA A SAFRA 2004-2005
Evidentemente, os excelentes preços recebidos
pelos produtores de mandioca durante os anos de
2003 e 2004 resultaram em aumento de área
plantada e, conseqüentemente, a produção
da safra de 2004/2005 deverá ser superior,
se comparada à colheita do ano passado.
Na safra de 2003/2004 o Paraná registrou
área de 151 mil hectares, e a produção
foi de, aproximadamente, 3 milhões de toneladas.
Na atual safra, de 2004/2005, a área plantada
sofreu acréscimo de 32%, resultando em
200 mil hectares, e produção estimada
de 4 milhões de toneladas de raiz.
Entretanto, outros estados que cultivam a mandioca
também apresentaram aumentos, pois foram
estimulados pelos altos preços, e, ainda,
favorecidos pelo excelente clima no Nordeste durante
o ano passado.
Assim sendo, a produção nacional
de raiz deverá alcançar 25 milhões
de toneladas. Devido à normalização
da oferta, principalmente nos estados do Nordeste,
a demanda pela farinha produzida no Paraná
poderá ser menor, se comparada aos períodos
de safras frustradas pela seca.
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Com
a oferta crescente de matéria prima, os
preços já baixaram a patamares de
R$ 140,00 a R$150,00/tonelada de raiz. Esses valores
ainda permitem ao produtor uma remuneração
razoável, porém, causam preocupação,
pois, qualquer redução a mais poderá
trazer sérias conseqüências
às futuras safras, pelo desestímulo
ao plantio. Outro problema importante é
a queda nos preços do milho e do trigo,
produtos concorrentes com os derivados da mandioca,
em especial a fécula/amido.
Diante deste quadro, é provável
que o setor enfrente algumas dificuldades na comercialização.
Ao que tudo indica, os preços deverão
se manter em baixa, pelo menos neste início
de safra, salvo uma reação nos preços
do trigo ou mesmo do milho.
Algumas medidas deveriam ser tomadas de imediato,
quais sejam:
a) Intensificação da compra de
farinha nos estados nordestinos, proveniente da
agricultura familiar;
b) alocar recursos para EGF, a fim de alongar
o período de comercialização,
e, conseqüentemente, evitar maiores quedas
nos preços;
c) que os preços mínimos a serem
fixados para a safra de 2005/2006 situem-se, no
mínimo, nos níveis de custo de produção,
uma vez que os mesmos não sofreram reajustes
nas últimas safras. |