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a marca Fec Lopes no mercado interno, a partir
de maior agregação de valores ao
polvilho, é o objetivo dos irmãos
Elson Lopes, Paulo Montagner Lopes e David Montagner
Lopes, que fundaram, no dia primeiro de março
de 1994, a Fecularia Lopes Ltda., no município
de Nova Londrina, no Estado do Paraná.
Nesses 11 anos de atividade, a Fec Lopes, que
ocupa área de 200 mil metros quadrados
(10 mil deles de área construída,
incluindo barracões industriais e área
de secagem), e gera 57 empregos diretos e 400
indiretos, fixou seu nome no mercado de fécula
/ amido de mandioca como fabricante de fécula
in natura e polvilho doce e azedo, levando o nome
de Nova Londrina às regiões Sul,
Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil.
A fécula de mandioca in natura é,
atualmente, o carro-chefe da Fec Lopes. Este item
representa 70% da produção da indústria,
sendo comercializado em todas as regiões
citadas. O segundo item da pauta é o polvilho,
que responde por 30% da produção.
A meta da empresa, no entanto, é inverter
o fluxo produtivo, concentrando maior atividade
na fabricação de polvilho. “Até
o final deste ano 50% de nossa produção
será voltada à industrialização
de polvilho, divididos entre doce e azedo”,
revela Elson Lopes, Diretor Administrativo da
empresa.
Para atingir esta meta, a Fec Lopes está
investindo cerca de R$ 1 milhão num projeto
industrial para aumento de suas instalações
físicas, visando reestruturar a área
de secagem de polvilho; e em equipamentos de última
geração, voltados à técnica
de processamento desse produto. “Nossa preocupação
não é aumentar a capacidade de processamento,
mas sim agregar valores à indústria
visando maior investimento no polvilho, e em outros
produtos”, salienta Elson Lopes.
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A
partir de maior investimento na produção
de polvilho, a Fec Lopes pretende intensificar
negociações com indústrias
brasileiras de biscoitos, bolachas e afins, e
com o setor de panificação em geral.
O setor de panificação, considerando-se
o segmento que utiliza a fécula de mandioca
para adição à farinha de
trigo e os consumidores tradicionais - para pão-de-queijo,
melhoradores, e outros - são responsáveis
pela absorção de 90% da fécula
e polvilho fabricados pela indústria. Os
10% restantes são destinados ao segmento
de tapioca.
Embora tenham, atualmente, objetivos voltados
à consolidação de seu nome
no mercado interno, para o qual destinam 100%
de sua produção, os sócios
da Fec Lopes não descartam futuras negociações
com o mercado externo. “Estamos planejando
iniciar exportações para empresas
estrangeiras num médio prazo”, informa
o Diretor Administrativo da indústria.
Para ele, embora haja boas perspectivas para
o Brasil exportar este ano, dada a redução
do preço da fécula na Tailândia
(maior fabricante mundial de fécula de
mandioca, regulador de preços no mercado
internacional), “é preciso que haja
maior equilíbrio na oferta e procura de
raiz internamente, para se estruturar melhor uma
possível negociação com o
mercado externo”.
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