Nesta Edição
Editorial
Fecularias adotam energias alternativas
Amido de mandioca movimentou R$ 573,3 milhões em 2004
Desenvolvimento de novas variedades de mandioca
Cresce oferta e preços da raiz e da fécula caem
Projeto Mandioca/Cepea completa quatro anos
NOTÍCIAS DA EMBRAPA
Entrevista - JOÃO EDUARDO PASQUINI
O mercado de amido no Mundo
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Tapioca “Sabor da Terra”
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ANO II - Nº9 - Janeiro - Março/2005


FECLOPES

Solidificar a marca Fec Lopes no mercado interno, a partir de maior agregação de valores ao polvilho, é o objetivo dos irmãos Elson Lopes, Paulo Montagner Lopes e David Montagner Lopes, que fundaram, no dia primeiro de março de 1994, a Fecularia Lopes Ltda., no município de Nova Londrina, no Estado do Paraná. Nesses 11 anos de atividade, a Fec Lopes, que ocupa área de 200 mil metros quadrados (10 mil deles de área construída, incluindo barracões industriais e área de secagem), e gera 57 empregos diretos e 400 indiretos, fixou seu nome no mercado de fécula / amido de mandioca como fabricante de fécula in natura e polvilho doce e azedo, levando o nome de Nova Londrina às regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil.

A fécula de mandioca in natura é, atualmente, o carro-chefe da Fec Lopes. Este item representa 70% da produção da indústria, sendo comercializado em todas as regiões citadas. O segundo item da pauta é o polvilho, que responde por 30% da produção. A meta da empresa, no entanto, é inverter o fluxo produtivo, concentrando maior atividade na fabricação de polvilho. “Até o final deste ano 50% de nossa produção será voltada à industrialização de polvilho, divididos entre doce e azedo”, revela Elson Lopes, Diretor Administrativo da empresa.

Para atingir esta meta, a Fec Lopes está investindo cerca de R$ 1 milhão num projeto industrial para aumento de suas instalações físicas, visando reestruturar a área de secagem de polvilho; e em equipamentos de última geração, voltados à técnica de processamento desse produto. “Nossa preocupação não é aumentar a capacidade de processamento, mas sim agregar valores à indústria visando maior investimento no polvilho, e em outros produtos”, salienta Elson Lopes.

 

A partir de maior investimento na produção de polvilho, a Fec Lopes pretende intensificar negociações com indústrias brasileiras de biscoitos, bolachas e afins, e com o setor de panificação em geral. O setor de panificação, considerando-se o segmento que utiliza a fécula de mandioca para adição à farinha de trigo e os consumidores tradicionais - para pão-de-queijo, melhoradores, e outros - são responsáveis pela absorção de 90% da fécula e polvilho fabricados pela indústria. Os 10% restantes são destinados ao segmento de tapioca.

Embora tenham, atualmente, objetivos voltados à consolidação de seu nome no mercado interno, para o qual destinam 100% de sua produção, os sócios da Fec Lopes não descartam futuras negociações com o mercado externo. “Estamos planejando iniciar exportações para empresas estrangeiras num médio prazo”, informa o Diretor Administrativo da indústria.

Para ele, embora haja boas perspectivas para o Brasil exportar este ano, dada a redução do preço da fécula na Tailândia (maior fabricante mundial de fécula de mandioca, regulador de preços no mercado internacional), “é preciso que haja maior equilíbrio na oferta e procura de raiz internamente, para se estruturar melhor uma possível negociação com o mercado externo”.


50% da produção da empresa deverá ser voltada ao polvilho, conforme o Diretor Administrativo,
Elson Lopes

 

   
 
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